Pular para o conteúdo
Espiritualidade

Chakras: os 7 chakras principais, cores, localização e como equilibrar

Por Equipe DarpanaAtualizado em 4 de outubro de 20267 min de leitura

Chakras são centros de energia descritos nas tradições do yoga e do tantra da Índia. Os sete principais ficam ao longo da coluna, da base até o alto da cabeça: Muladhara, Svadhisthana, Manipura, Anahata, Vishuddha, Ajna e Sahasrara. Cada um é associado a uma cor, um elemento, um mantra e temas da vida.

A palavra chakra vem do sânscrito e significa roda ou círculo. Nas tradições espirituais da Índia, os chakras são descritos como centros onde a energia vital, o prana, se concentra e circula. Hoje eles aparecem em aulas de yoga, terapias holísticas, meditações guiadas e até em lojas de cristais, muitas vezes com informações misturadas.

Neste guia você vai conhecer os sete chakras principais com nome em sânscrito, localização, cor, elemento e tema, entender a diferença entre o que vem da tradição indiana e o que foi acrescentado no Ocidente, e aprender práticas simples de meditação e respiração. Antes de começar, um aviso importante: chakras fazem parte de uma tradição espiritual. Não são estruturas reconhecidas pela medicina, e nenhuma prática descrita aqui substitui diagnóstico ou tratamento médico ou psicológico.

O que são os chakras?

Nas escolas de tantra e de hatha yoga, o corpo humano é entendido também como um corpo sutil, percorrido por milhares de canais de energia, as nadis. As três principais são Ida, Pingala e Sushumna, esta última ao longo da coluna. Os chakras seriam os pontos onde essas correntes se encontram, descritos como flores de lótus com números diferentes de pétalas.

Textos antigos citam quantidades diferentes de chakras. O sistema de sete chakras que conhecemos hoje se popularizou principalmente a partir de um texto do século XVI, o Sat-Chakra-Nirupana, traduzido para o inglês em 1919 por Arthur Avalon (pseudônimo de John Woodroffe) no livro The Serpent Power. No tantra, os chakras são ligados ao despertar da kundalini, energia que repousaria na base da coluna.

Vale saber também que a associação de cada chakra a uma cor do arco-íris é uma criação ocidental do século XX. Os textos tradicionais descrevem cores, formas e divindades diferentes para cada lótus. As duas abordagens convivem, e você vai encontrar ambas neste guia.

Os 7 chakras principais

A tabela traz um resumo. Em seguida, cada chakra é explicado em detalhes.

ChakraNome em sânscritoLocalizaçãoCor (sistema moderno)ElementoMantra semente
1. Básico ou raizMuladharaBase da coluna, períneoVermelhoTerraLAM
2. Sacral ou umbilicalSvadhisthanaAbaixo do umbigoLaranjaÁguaVAM
3. Plexo solarManipuraAcima do umbigo, região do estômagoAmareloFogoRAM
4. CardíacoAnahataCentro do peitoVerde (às vezes rosa)ArYAM
5. LaríngeoVishuddhaGargantaAzul-claroÉter (espaço)HAM
6. Frontal ou terceiro olhoAjnaEntre as sobrancelhasÍndigoMente (sem elemento físico)OM
7. CoronárioSahasraraAlto da cabeçaVioleta ou brancoAlém dos elementosSilêncio ou OM

1. Muladhara, o chakra básico

Muladhara significa suporte da raiz. Fica na base da coluna e é descrito como um lótus de quatro pétalas. Está ligado ao elemento terra, à sobrevivência, à segurança, ao corpo físico e ao sentimento de pertencer. Na linguagem das terapias holísticas, um Muladhara equilibrado se traduz em estabilidade e confiança, enquanto o desequilíbrio aparece como medo e sensação de falta de chão.

2. Svadhisthana, o chakra sacral

Svadhisthana pode ser traduzido como morada de si mesmo. Fica abaixo do umbigo, tem seis pétalas e é associado ao elemento água. Rege a criatividade, o prazer, as emoções e a sexualidade. É ligado à capacidade de fluir, de sentir e de se relacionar com os próprios desejos sem culpa.

3. Manipura, o chakra do plexo solar

Manipura significa cidade das joias. Localizado acima do umbigo, tem dez pétalas e é ligado ao fogo. Representa a força de vontade, a autoestima, a ação e a digestão no sentido amplo, de alimentos e de experiências. É o chakra mais citado quando se fala em poder pessoal e determinação.

4. Anahata, o chakra cardíaco

Anahata quer dizer não tocado ou som que não é produzido por choque, referência a um som interior. Fica no centro do peito, tem doze pétalas e é ligado ao ar. É o ponto de equilíbrio entre os três chakras inferiores, mais ligados à matéria, e os três superiores, mais ligados à consciência. Rege o amor, a compaixão, o perdão e a conexão com os outros.

5. Vishuddha, o chakra laríngeo

Vishuddha significa especialmente puro. Localizado na garganta, tem dezesseis pétalas e é ligado ao éter, o espaço por onde o som se propaga. Rege a comunicação, a expressão da verdade, a escuta e a criatividade pela palavra.

6. Ajna, o chakra frontal

Ajna significa comando ou percepção. Fica entre as sobrancelhas, é o famoso terceiro olho e é descrito com apenas duas pétalas. Está ligado à intuição, à clareza mental, à imaginação e à visão interior. Em muitas tradições, é o ponto de foco da meditação.

7. Sahasrara, o chakra coronário

Sahasrara significa mil pétalas. Fica no alto da cabeça, ou ligeiramente acima dela, e simboliza a conexão com o divino, a consciência pura e a espiritualidade. No tantra, é o ponto onde a kundalini se une à consciência, representando a libertação.

O que significa ter um chakra bloqueado?

Na linguagem das terapias holísticas, fala-se em chakras bloqueados, abertos, hiperativos ou desequilibrados. A ideia é que a energia circula com mais ou menos fluidez em cada centro, e isso se refletiria em aspectos emocionais e comportamentais ligados ao tema daquele chakra.

É importante ter cuidado com essa leitura. Cansaço, ansiedade, dor de garganta, problemas digestivos ou tristeza persistente têm causas físicas e psicológicas reais e precisam de avaliação profissional. Interpretar um sintoma apenas como chakra bloqueado pode atrasar um diagnóstico importante. Use a linguagem dos chakras como ferramenta de autoconhecimento e reflexão, nunca como diagnóstico.

Como equilibrar os chakras: práticas da tradição

As práticas abaixo vêm do yoga e da meditação e podem ser feitas por iniciantes. Os benefícios mais estudados pela ciência estão ligados ao relaxamento, à atenção e à redução do estresse, e não a um efeito direto sobre os chakras.

Meditação de atenção nos chakras

Sente-se com a coluna ereta, feche os olhos e respire calmamente por alguns minutos. Leve a atenção à base da coluna e permaneça ali por cerca de um minuto, imaginando a cor associada ao chakra, se isso ajudar. Depois suba para o próximo ponto, até chegar ao alto da cabeça. Termine com algumas respirações profundas, sentindo o corpo inteiro. A prática toda leva de 10 a 15 minutos.

Respiração alternada (Nadi Shodhana)

Com o polegar direito, feche a narina direita e inspire pela esquerda. Feche a esquerda com o anelar, solte a direita e expire por ela. Inspire pela direita, feche-a, solte a esquerda e expire. Esse é um ciclo. Faça de 5 a 10 ciclos, sem forçar o ar. Na tradição, essa respiração equilibra as nadis Ida e Pingala. Pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos devem consultar um médico antes de práticas de respiração mais intensas.

Entoação dos mantras semente

Os bija mantras LAM, VAM, RAM, YAM, HAM e OM são entoados em voz baixa, prolongando o som e sentindo a vibração na região correspondente. Você pode entoar cada um de três a sete vezes, de baixo para cima. Para o coronário, muitas tradições recomendam o silêncio.

Posturas de yoga

Professores de yoga costumam associar posturas aos chakras: a postura da montanha e do guerreiro ao básico, aberturas de quadril ao sacral, torções ao plexo solar, aberturas de peito ao cardíaco, a postura do peixe ao laríngeo e a postura da criança ao frontal. Pratique com orientação de um professor qualificado, respeitando os limites do seu corpo.

Chakras, cristais e cores

No Ocidente, é comum associar um cristal a cada chakra, quase sempre pela cor: jaspe vermelho ou turmalina negra para o básico, cornalina para o sacral, citrino para o plexo solar, quartzo rosa ou jade para o cardíaco, sodalita ou água-marinha para o laríngeo, ametista ou lápis-lazúli para o frontal e quartzo branco para o coronário. Essas associações não estão nos textos tradicionais, mas são populares em meditações e terapias holísticas.

Perguntas frequentes

Quantos chakras existem?

O sistema mais conhecido descreve sete chakras principais ao longo da coluna. Mas textos tradicionais indianos citam quantidades diferentes, e algumas escolas falam em dezenas de chakras secundários, como os das palmas das mãos e das solas dos pés. O sistema de sete se popularizou a partir de um texto tântrico do século XVI e de sua tradução para o inglês em 1919.

Qual é o chakra mais importante?

Na tradição, nenhum chakra é mais importante que outro, porque o objetivo é que a energia circule por todos. Muitas escolas, porém, começam pelo Muladhara, o chakra básico, por ser a base que sustenta os demais. O Anahata, cardíaco, é visto como ponto de equilíbrio entre os chakras inferiores e superiores.

Como saber se meu chakra está bloqueado?

Nas terapias holísticas, fala-se em bloqueio quando os temas de um chakra parecem em desequilíbrio, como insegurança no básico ou dificuldade de se expressar no laríngeo. Use isso como reflexão, não como diagnóstico. Sintomas físicos ou emocionais persistentes, como ansiedade, dores ou tristeza constante, devem ser avaliados por um médico ou psicólogo.

Chakras existem cientificamente?

Não há comprovação científica da existência dos chakras como estruturas físicas ou energéticas mensuráveis. Eles fazem parte de um sistema espiritual e simbólico de tradições indianas. Já práticas associadas a eles, como meditação e respiração consciente, têm benefícios estudados para o relaxamento, a atenção e a redução do estresse.

Quanto tempo leva para equilibrar os chakras?

Na visão da tradição, o trabalho com os chakras é contínuo, como qualquer prática espiritual. Desconfie de quem promete alinhar todos os chakras em uma única sessão ou resolver problemas de saúde com isso. Uma prática diária de 10 a 15 minutos de meditação ou respiração costuma trazer sensação de calma já nas primeiras semanas.

Chakras têm relação com a astrologia?

Algumas escolas modernas associam cada chakra a um planeta ou signo, mas essas correspondências variam muito entre autores e não fazem parte dos textos clássicos. Na astrologia védica, a relação principal é com os planetas e as casas do mapa, e não diretamente com os chakras. Use essas associações como inspiração simbólica.

Newsletter Darpana

Receba a energia da semana no seu e-mail

Toda semana: o céu do seu signo, a Lua, a carta do tarot e os melhores dias. Grátis, sem spam.

Para você

Vá além com o Darpana

Continue lendo

Seu mapa astral completo, grátis

Fazer meu mapa